2012-10-20

DISFARCE



Camuflei medos e defeitos, a fim de ocultar fragilidades na ilusão de proteção.

Resolvi mudar minha rota, na esperança de encontrar felicidade por outro caminho... Ah! Consegui encontrar novidades, dei asas a emoção e neste vôo tão alto, desviei dos antigos sonhos.

Mas por que olhar para traz, afinal, não é “pra frente que se anda”??? - DISFARCE!

Enterrei velhos sonhos num vale. A falsa alegria de uma perspectiva para “grandes e maravilhosas” novidades ocupou espaço feito visitante que não espera direcionamento onde realmente deve se posicionar na casa do hospedeiro. Sentou num lugar confortável e colocou os pés sobre a mesinha do centro, ditou regras e eu desafortunadamente obedeci a cada uma delas.

Por um longo período me perdi por vezes quase achei que me achei e no meio deste desencontro descobri que ficaria assim para sempre, porque lá fundo, me desviava da rota onde poderia correr o risco de encontrar a mim mesma. Meu maior DISFARCE só enganava a mim.

“Elevo meus olhos para o monte, de onde me virá o socorro?”

A resposta estava dentro de mim! Estava no grande vazio que somente poderia ser preenchido com a presença DAQUELE que é VERDADEIRO, sem DISFARCES...

“O meu socorro vem do SENHOR, Ele não deixará que meus pés vacilem” (Salmo 121)

Refugiar-me em DEUS era tudo o que eu precisava. É tudo o que faz sentido!

Quando nos achegamos a Deus, nossas máscaras caem, não precisamos mais de DISFARCES apenas usufruir da doce e suave companhia numa estrada de amor com nosso Salvador.

Hoje meus sonhos compartilho com ELE e para ELE vivo e quero viver eternamente... NÃO IMPORTA O QUE VÃO PENSAR DE MIM, EU QUERO É DEUS!

Adina Bezerra – São Paulo – 20/10/2012

2012-10-19

NOTAS PROMISSÓRIAS FRIAS



A pior dívida é a da promessa não cumprida. “Prometer e não cumprir, é pior do que mentir”, ouvi essa frase, um dia, de um líder eclesiástico.

Certo dia, estava num curso de treinamento para líderes quando um dos palestrantes falou: “Hoje falarei sobre notas promissórias frias”. Logo busquei no "arquivo" de minhas memórias quantas dívidas (em dinheiro) eu possuía... meu Deus, algumas  nem sei como pagar! Mas logo ele falou: “Não falo de dinheiro, falo de promessas não cumpridas...” Estas palavras ecoaram em mim como o som dos sinos do “Big Ben”, me atingiram como um “punhal fino”.

No meu banco de memórias, a minha dívida era grande, uma promessa aqui esquecida, outra palavra ali não cumprida, enfim, um mar de falácias desenhava em linhas negras dívidas a serem pagas.

Uma decisão! Resolvi abrir as "gavetas" de minhas lembranças e pagar cada uma das dívidas.

Um fato! Quando começamos a ser verdadeiros com a pessoa que mais convive conosco: (nosso próprio eu), o céu que era de bronze e o chão de ferro começam a mudar completamente....

Na época tinha um precioso amigo que já há muito tempo vinha prometendo coisas singulares. Estas dívidas consegui pagar e a partir daí, procuro ter mais cautela antes de prometer algo, o saldo sempre é positivo e HOJE VIVO MAIS EM PAZ!



Por: Adina Bezerra