2011-07-16

OS MEUS DESERTOS

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Os meus desertos começaram quando resolvi amadurecer e achar sentido para minha existência e para todas as coisas. Preciso confessar que não sei em qual período de minha vida começou, porém tenho certeza que foi quando percebi que ser gente e sobreviver neste mundo seria necessário muito “jogo de cintura” e fé incondicional em Deus, ambos por sinal nunca foi fácil, porém a vida ensina...
E por falar em vida, que vida realmente importa? A vida terrena é dura e já questionava o cafajeste leãozinho do filme: “a vida não é justa não é”? De fato, a vida não é justa e nos leva a muito desertos!
De repente recordo que meu deserto começou desde a infância, dado a insegurança da instabilidade de uma família onde os pais viviam em “pé de guerra”, depois a necessidade em escolher uma profissão no futuro onde nem promessa de futuro havia.
Os desertos vinham e com eles sempre muita tempestade de areia, no caminho de alguns não encontrava nem mesmo uma estalagem para abrigar esta peregrina, mas os desertos vinham...
Numa das vezes quando precisei atravessar mais um, estava lendo um livro de alguém que também havia atravessado vários deles e quando absorta na leitura uma frase “saltou” em minha consciência como se fosse um leão a me devorar que dizia assim: O DESERTO É UM LUGAR DE ENSINAMENTO E SÓ HÁ UMA FORMA DE SAIR DELE, APRENDENDO A LIÇÃO DAQUELE MOMENTO, DO CONTRÁRIO, VOCÊ MORRERÁ NELE.
“Affe”! Mil “affes”! Vivo entrando e saindo de muitos desertos.
Bom, pela graça de Deus consegui sair dos que para trás ficaram, porém quando disse que era necessário “jogo de cintura” e fé em Deus, hoje mais do que nunca prevalece a FÉ, pois desta vida nada de fato se espera, uma vez que quando confiamos na misericórdia do Criador e benignidade eterna Dele, sabemos que entramos numa zona que poucos compreenderão: A ZONA DA PAZ!

AMÉM!
Por: Adina Bezerra 07/05/11 22:12 - São Paulo-SP